Best Picks

Por Arthur Rodrigues

 

No Best Picks da vez, separamos 10 musicais cinematográficos bastante populares e, quiçá, até clássicos na categoria. Esse estilo de filme torna-se bastante especial por ter como principal propósito inspirar e tocar o espectador através da condensação de três artes performáticas: a atuação, a dança e a música. 

Dentro do plot complexo do texto que roteiriza o filme (ou peça), cada número musical é um plot individual que contribui para o crescimento (ou a decadência) do personagem e da trama, tornando-se um universo em si mesmo. Pode representar um arquétipo sentimental, uma epifania ou simplesmente uma performance icônica, ideal para quem curte bastante se debruçar na trilha sonora das produções que assiste.

Montamos uma lista eclética, com musicais característicos para indicar àqueles que nunca se aventuraram no mundo das produções inspiradas em (ou que viriam a se tornar) peças da Broadway. 

1. West Side Story (1961)

A adaptação cinematográfica da produção homônima da Broadway, de 1957, é uma versão moderna do clássico de William Shakespeare “Romeu e Julieta”, transpassado para a realidade de uma briga de gangues (uma americana e outra porto-riquenha) de New York. A história de amor entre Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer), inspirada na tragédia mais famosa da dramaturgia, ganhou um total de 10 Academy Awards (incluindo Melhor Filme), sendo o musical com maior número de vitórias no Oscar.

2. Funny Girl (1968)

A história é uma biografia musical da vida da atriz e comediante Fanny Brice que transita entre a comédia e o drama de um jeito genial que rendeu a Barbra Streisand o Oscar de Melhor Atriz pelo papel (empatada com Katharine Hepburn, pelo filme The Lion in Winter). Ao longo do filme, enxergamos o crescimento profissional e o amadurecimento pessoal de uma mulher consciente de seu potencial e amor próprio.

 

3. Jesus Christ Superstar (1973)

Spoiler: ele morre no final. Piadas sem graça a parte, a história de Jesus Cristo não é segredo pra ninguém, mas como ela é contada no filme de Norman Jewison, baseado no musical de Andrew Lloyd Webber (escritor de O Fantasma da Ópera, Cats e Evita), é simplesmente impecável. A trama foca no conflito entre Judas e Jesus na semana anterior à crucificação do messias, e é cantada através de músicas de rock que impressiona todo e qualquer espectador pela releitura mais do que original de uma história tão conhecida.

4. The Rocky Horror Picture Show (1975)

Uma história tão cheia de informação que quando você terminar de ver, você vai se perguntar “O que foi isso que eu assisti?”. No entanto, a trama é mais simples do que parece ser, mas a forma como ela é contada torna tudo mais interessante. Uma história de alienígenas sexualmente livres, o nascimento de um monstro loiro e bombado, e a corrupção moral de um casal tradicionalmente americano, tudo isso é colocado numa mistura que referencia uma cultura de “Filmes Side-B” de terror. “Rocky Horror” é tão fora da curva que os fãs tem um próprio roteiro para gritar respostas para a tela, interagindo com o filme. 

5. The Wiz (1978)

Ouso dizer que assim como a história de Jesus Cristo, a trajetória de Dorothy para a Cidade das Esmeraldas é conhecida por todos. No entanto, nesta versão protagonizada por Diana Ross, somos apresentados a uma professora (também chamada Dorothy) que se vê teletransportada para uma Oz completamente urbanizada dos anos 70. Com um elenco completamente negro, a produção traz músicas originais e que a faz sobressair em meio há tantas releituras da história já bastante repetida. 

6. Little Shop of Horrors (1986)

Assim como Rocky Horror, esse filme foge um pouco do padrão de histórias de musicais, trazendo uma planta alienígena como um dos personagens principais em um conto de terror. A caricatura toma conta dos protagonistas e do plot geral, que metaforiza um pacto com o demônio e todas as suas consequências. Toda a narração é feita por um coro de três jovens que dinamizam o plot e trazem reflexões que os outros personagens, em sua experiência, não são capazes de ter. Little Shop é tão emblemático que possui dois finais completamente diferentes.

7. Cinderella (1997)

Esta leitura do clássico conto de fadas da gata borralheira, é um sucesso da Broadway, teve diversas adaptações cinematográficas, inclusive com a Julie Andrews com o papel da Cindy. No entanto, essa versão de 97 é bastante especial pois conta com um elenco de peso, com Whitney Houston como a fada madrinha, Bernadette Peters como a madrasta, Whoopi Goldberg como a rainha e Brandy Norwood como a Cinderella. Para quem gosta de um romance mágico e clássico, esse filme é essencial.

8. Chicago (2002)

Um dos crimes mais emblemáticos do mundo dos musicais teve a sua adaptação para os cinemas feita de forma perfeita. Enquanto nos palcos Chicago tem uma estética super minimalista, Rob Marshall (diretor) teve a sacada perfeita de incorporar visualmente a subjetividade de vários números musicais e a glamourização do sonho de Roxie Hart em ser uma celebridade conhecida e amada por todos.

 

9. Dreamgirls (2006)

Dreamgirls conta a trajetória conturbada de um trio de cantoras que começam cantando em concursos de amadores e terminam sendo um sucesso estrondoso com uma legião de fãs. Em meio a corrupção, traição e muitas brigas, o filme se torna interessante não só pelo plot, mas por contar com um elenco poderoso, com Beyoncé e Jennifer Hudson nos papéis principais. 

 

10. Mamma Mia (2008)

O único Musical Jukebox da lista (produção em que as músicas não foram compostas para a peça, mas adaptadas de uma banda para se encaixar na história), Mamma Mia é um hit que agrada gerações por retratar o relacionamento de mãe e filha ao som das melhores músicas de ABBA. Sophie procura o pai em meio a organização de seu casamento, convidando três paixões da juventude de sua mãe para o evento, sem o conhecimento dela. Enquanto isso, vê-se o desenvolvimento romântico de Donna, sua mãe, em contato com o seu passado.

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